CRIME AMBIETAL - Rio Quatro Pontes

Crime ambiental é flagrado no Rio Quatro Pontes, em Marechal Cândido Rondon

Um crime ambiental foi flagrado na tarde desta terça-feira (03 de fevereiro) no Rio Quatro Pontes, no distrito de Novo Três Passos, interior do município de Marechal Cândido Rondon.

Moradores acionaram a reportagem para denunciar a mortandade de peixes ao longo do curso d’água, que atravessa a região após a Linha São José e deságua no Rio Guaçu, nas proximidades do antigo Moinho Henke.

A equipe de reportagem esteve em propriedades que margeiam o rio e constatou a gravidade da situação.

Em diversos pontos, peixes mortos boiavam sobre a água, em uma cena que gerou tristeza e revolta entre os moradores, além de um forte odor considerado insuportável.

De acordo com as informações apuradas, a mortandade de peixes foi percebida já nas primeiras horas da manhã de terça-feira.

Entre as espécies encontradas estavam jundiá, cascudo, lambari, traíra, tilápia, entre outras, indicando um impacto ambiental significativo.

Durante os registros realizados ao longo do Rio Quatro Pontes, a reportagem verificou que, a partir da ponte da PR-491 em direção ao município vizinho de Quatro Pontes, não havia vestígios de peixes mortos.

O cenário muda a partir da ponte em direção às linhas Neuhaus e Bandeirantes, seguindo até a confluência com o Rio Guaçu, na divisa com o distrito de Planalto do Oeste, município de Nova Santa Rosa.

Essa constatação reforça a suspeita de que a contaminação tenha ocorrido nesse trecho específico do rio. Só não é possivel afirmar, se causado por dejetos industriais ou agrotoxicos.

O que mais revolta os moradores que residem ou possuem propriedades às margens do Rio Quatro Pontes é o fato de situações semelhantes se repetirem ano após ano. Segundo eles, apesar das denúncias já realizadas aos órgãos competentes, não há conhecimento de aplicação de penalidades aos responsáveis, mesmo diante da recorrente mortandade de peixes causada pela contaminação da água.

Além da mortandade de peixes, moradores também reclamam de ruídos intensos provocados por equipamentos industriais sem sistemas adequados de abafamento, bem como de odores desagradáveis que, segundo eles, são frequentes.

Diante da situação, a população cobra providências do Instituto Água e Terra (IAT) e do Ministério Público.

Questionados sobre a formalização das denúncias, muitos moradores, em sua maioria pequenos produtores rurais, afirmaram que já buscaram os órgãos competentes em outras ocasiões, mas não tiveram retorno sobre as providencias tomadas pelos órgãos competentes.

De quem é a responsabilidade!

A poluição dos rios é considerada um problema ambiental grave, com impactos diretos sobre a qualidade da água, a biodiversidade e a saúde humana.

No Brasil, fatores como o despejo irregular de resíduos industriais, o lançamento de esgoto sem tratamento e o uso inadequado de agrotóxicos estão entre as principais causas de degradação dos recursos hídricos.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que a proteção do meio ambiente é dever da União, dos estados e dos municípios.

A Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433/1997, determina que a gestão das águas deve ser descentralizada e contar com a participação do poder público, usuários e sociedade civil.

Cabe aos órgãos ambientais a fiscalização e a aplicação das penalidades previstas em lei aos responsáveis por crimes ambientais.

Reportagem:Rudi Walker

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