Operação em Londrina prende policiais militares e dono de autoescola suspeitos de integrar quadrilha de roubos
Investigação da Polícia Civil apura envolvimento de organização criminosa ligada a roubo de diamantes avaliados em R$ 15 milhões
A Polícia Civil de Londrina deflagrou, na manhã desta terça-feira, uma operação que resultou na prisão de suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em roubos de alto valor.
Entre os detidos estão dois policiais militares e o proprietário de uma autoescola do município, apontada pelas investigações como base de apoio do grupo criminoso.
De acordo com a Polícia Civil, a autoescola era utilizada como um verdadeiro “QG” da quadrilha, servindo tanto para o planejamento das ações criminosas quanto para esconder veículos usados nos roubos.
A investigação teve início em novembro de 2024, após o registro de um roubo de diamantes ocorrido em Londrina.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ação criminosa. Nas gravações, quatro homens descem de um carro preto e entram em um veículo prata.
Um dos suspeitos aparece com o rosto coberto e carregando uma mochila que, segundo as investigações, continha os diamantes roubados minutos antes. Após a ação, o carro preto foi abandonado no meio da rua.
Durante o crime, um dos executores diretos do roubo majorado acabou deixando cair um aparelho celular no local.
O dispositivo pertencia a um policial militar e foi fundamental para o avanço das investigações.
A partir da análise do celular, a polícia encontrou trocas de mensagens e fotos dos diamantes, o que deu continuidade ao inquérito.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o depoimento inicial das vítimas do roubo, que não mencionaram a posse de pedras preciosas.
A inconsistência levantou suspeitas e levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão contra as próprias vítimas.
Em uma das residências, foram localizadas diversas folhas de cheque que somavam R$ 11,6 milhões, valor que reforçou a suspeita de que o material roubado era, na verdade, um lote de diamantes avaliado em cerca de R$ 15 milhões.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que as pedras preciosas tenham sido utilizadas em um esquema de lavagem de dinheiro.
Até o momento, os diamantes não foram localizados e a origem do material segue desconhecida. Os nomes dos presos não foram divulgados.
A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou a operação. Em nota, a corporação informou que não compactua com atos ilícitos e que os envolvidos responderão aos procedimentos administrativos e judiciais cabíveis.
Fonte: G1PR
























