Relatórios do IPCC expõem onda de ameaças na Copa de 2026; Messi foi o principal alvo

Documento coordenado pelo FBI detalha episódios contra jogadores, árbitros e estádios. Em Dallas, denúncia citou bombas caseiras e um AR-15 antes de Argentina x Jordânia

Relatórios do IPCC expõem onda de ameaças na Copa de 2026; Messi foi o principal alvo

A Copa do Mundo de 2026 ficou sob um cerco silencioso de ameaças. Documentos do Centro Internacional de Cooperação Policial (IPCC), estrutura de comando conjunta liderada pelo FBI durante o torneio, revelam que jogadores, árbitros e até estádios foram alvo de alertas que mobilizaram forças de segurança dia e noite. Entre os nomes monitorados, Lionel Messi apareceu como o principal alvo.

Um dos episódios mais sensíveis ocorreu em 27 de junho, em Dallas. De acordo com relatórios obtidos pela imprensa espanhola, um homem ligou para o aeroporto local afirmando que ele e outras duas pessoas estavam a caminho do AT&T Stadium, onde Argentina e Jordânia se enfrentariam, carregando bombas caseiras e um fuzil AR-15.

Na ameaça, o grupo dizia pretender atacar policiais e jogadores, com uma “menção especial” a Messi. O caso acionou protocolos de emergência e reforço de varreduras preventivas no entorno da arena.

Os diários operacionais do IPCC, que centralizou alertas de diferentes agências internacionais durante o Mundial, também registraram outras ocorrências envolvendo a seleção argentina. Antes da partida contra o Egito, em Atlanta, uma mensagem publicada na rede X dizia estar “prestes a entrar no estádio e explodir Messi com quatro bombas presas ao corpo”, desencadeando nova checagem de riscos.

Em paralelo, árbitros entraram no radar do centro de comando devido a campanhas de ódio e intimidações que se intensificaram nas redes após decisões de campo.

A coordenação do IPCC buscou isolar boatos, checar pistas e acompanhar potenciais autores de violência, em parceria com polícias e serviços de inteligência de países participantes.

A estratégia incluiu monitoramento online, cruzamento de dados e reforço de barreiras físicas, sem alterar a rotina do público além do necessário. As autoridades não detalharam prisões ou desfechos de cada alerta, mas relatam que os protocolos funcionaram para mitigar riscos e preservar a integridade dos jogos.

Os relatos lançam luz sobre um subsolo da Copa que raramente aparece diante das câmeras: o esforço contínuo para manter a bola rolando com segurança em meio a um ambiente global polarizado, no qual figuras de alto perfil — como Messi — se tornam alvo preferencial de extremistas e oportunistas.

Rudi Walker

Fonte: La Información (Espanha), Sport (Espanha), CNN Brasil, O Jogo (Portugal)

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