Discussão em calçada termina em ameaças, injúria e dano a portão em Marechal Cândido Rondon

Ocorrência de domingo à noite mobilizou duas equipes da PM; vizinhos alcoolizados trocaram ofensas e ameaças, e portão de prédio foi danificado. Envolvidos serão ouvidos em termo circunstanciado

Discussão em calçada termina em ameaças, injúria e dano a portão em Marechal Cândido Rondon

Uma confraternização de vizinhos na calçada e ciclovia terminou em confusão e ameaça na noite de sábado, 9 de agosto, em Marechal Cândido Rondon. Chamadas por volta das 22h36, duas equipes da Polícia Militar foram até uma residência após relatos de “ameaça e vias de fato”.

No local, a solicitante contou que o tumulto começou quando seu pai, que estava na varanda do apartamento, foi interpelado por um vizinho com a frase: “tá olhando o que? Vai pra dentro!”. A discussão escalou, e o autor teria dito, em tom de ameaça: “desce aqui, vamos nos acertar aqui, desce se tu é homem, eu tenho uma arma aqui”.

A mulher disse ter intervido em defesa do pai e que, nesse momento, foi ofendida pelo vizinho com o xingamento “cala a boca, vagabunda!”. Ainda segundo o relato, a namorada do homem também entrou na discussão e teria ameaçado: “desce aqui, vou te dar na cara! Eu vou te pegar na rua!”, além de repetir ofensas. Na sequência, o autor teria ido até o portão do prédio e desferido socos, causando danos visíveis à estrutura.

O pai da solicitante confirmou a versão à PM e disse sentir-se ameaçado pelas frases proferidas. Já o suposto autor, visivelmente embriagado e alterado, não conseguiu relatar os fatos com precisão, afirmou ter sido ameaçado pelo pai da solicitante e negou ter golpeado o portão.

A outra envolvida admitiu a discussão, mas alegou que a confusão começou porque o pai da solicitante teria chamado seus filhos de “demônios” e, depois, de “bando de vagabundos e drogados”.

De acordo com o registro policial, ao chegar à residência apontada, os militares encontraram muitas pessoas no imóvel, a maioria embriagada e exaltada. Uma amiga da envolvida foi qualificada como testemunha dos fatos.

Diante do cenário, as partes foram orientadas e manifestaram interesse em representar criminalmente pelas ameaças e injúrias. Os envolvidos foram encaminhados à sede da 2ª Companhia para a lavratura do Termo Circunstanciado. O caso segue para a Polícia Civil, que poderá adotar as providências cabíveis.

Redação:Rudi Walker

Fonte: Boletim da Polícia Militar – 2ª Cia, Marechal Cândido Rondon (PR),

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