Estelionato por whatsapp leva vítima a transferir R$ 10 mil em menos de meia hora em Entre Rios do Oeste
Golpista se passou por advogado e por setor do stj para induzir moradora a fazer pix; caso foi encaminhado à 47ª drp de marechal cândido rondon
Uma moradora procurou o destacamento da Polícia Militar na tarde de sábado (18), por volta das 18h40, para registrar que havia sido vítima de estelionato. Segundo o relato, tudo começou na sexta-feira (17/07), quando ela recebeu mensagens de uma pessoa que se apresentou como seu advogado pelo aplicativo WhatsApp.
Com aparente conhecimento sobre um processo que ela move na Justiça, o interlocutor fez perguntas e pediu confirmação de dados, numa estratégia para ganhar confiança.
Minutos depois, o contato veio de um segundo número de telefone. Desta vez, o golpista dizia falar em nome do “setor de liberação” do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com linguagem técnica e pressa, orientou a vítima a acessar a conta bancária e “emitir uma declaração de liberação”.
Sob esse pretexto, a mulher acabou realizando um Pix de R$ 10.000,00. Entre o primeiro contato e a transferência, passaram-se cerca de 30 minutos — tempo suficiente para que a farsa se concretizasse.
Após a movimentação, o autor ainda tentou extrair mais valores. Desconfiada, a vítima interrompeu o atendimento falso, contatou imediatamente sua instituição financeira e solicitou a contestação da transação.
Em seguida, buscou a PM para registrar o boletim de ocorrência. O caso foi formalizado e encaminhado à 47ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Marechal Cândido Rondon para análise e providências da Polícia Judiciária.
Como o golpe atua Os estelionatários costumam:
Se passar por profissionais conhecidos (advogados, servidores, bancários) e usar informações reais do processo para parecer legítimos.
Criar um segundo canal de contato “oficial”, com nomes de órgãos de Justiça, para pressionar decisões rápidas.
Induzir a vítima a fazer transações “temporárias” ou “de verificação”, que na prática são transferências definitivas.
Como se proteger
Desconfie de pedidos urgentes por WhatsApp e confirme por outro canal conhecido do seu advogado ou do órgão público.
Nenhum tribunal ou setor de Justiça solicita Pix, senhas ou “declarações de liberação” por aplicativos de mensagem.
Nunca compartilhe dados bancários ou códigos de autenticação. Bancos e órgãos públicos não pedem esse tipo de informação por chat.
Ative duplo fator de autenticação e limite de Pix no aplicativo. Diante de suspeita, contate o banco pelo canal oficial e registre ocorrência.
A orientação da PM é que vítimas preservem registros de conversas, comprovantes e números utilizados pelos golpistas, pois esses elementos auxiliam a investigação e podem acelerar medidas de bloqueio e rastreamento de valores.
Palavras-chave: estelionato, whatsapp, golpe, falso advogado, stj, pix, marechal cândido rondon, polícia militar, 47ª drp
Rudi Walker
Fonte: Polícia Militar do Paraná (BO encaminhado à 47ª DRP de Marechal Cândido Rondon)



















