Operação Sicarius prende três policiais rodoviários federais suspeitos de ligação com esquema de contrabando
Ação da Polícia Federal mira organização criminosa investigada por contrabando de cigarros e agrotóxicos na fronteira com o Paraguai
Três policiais rodoviários federais foram presos na manhã desta terça-feira (9) durante a Operação Sicarius, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal e da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no contrabando de cigarros e agrotóxicos na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.
De acordo com a PRF, a operação é resultado de uma apuração interna conduzida pela Corregedoria-Geral da instituição, que identificou indícios de possíveis desvios de conduta envolvendo três servidores.
As informações levantadas foram encaminhadas às autoridades competentes para investigação criminal.
A operação tem como foco principal a região de Guaíra, no oeste do Paraná. As investigações apontam que a organização criminosa atuava no contrabando de mercadorias oriundas do Paraguai e utilizava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro para ocultar os recursos obtidos com as atividades ilícitas.
Segundo a Receita Federal, um doleiro investigado no esquema teria movimentado mais de R$ 375 milhões entre os anos de 2019 e 2024, utilizando contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para dissimular a origem dos valores.
Ao todo, a Operação Sicarius cumpre 62 mandados de busca e apreensão, 44 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária em sete estados brasileiros.
Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre a suposta participação dos três policiais rodoviários federais no esquema investigado. As apurações seguem em andamento.
Em nota oficial, a PRF informou que atua permanentemente no controle interno, na prevenção e no combate a desvios de conduta, colaborando com os órgãos responsáveis pela investigação e responsabilização criminal dos envolvidos.
Segundo a instituição, a participação na operação decorre de informações obtidas por meio de investigação correcional própria, reforçando o compromisso da corporação com a legalidade, a transparência e a integridade de seus servidores.
Fonte: catve
Foto:PF
Redação:Rudi Walker






















