Mulher invade residência e agride ex-companheiro em Marechal Cândido Rondon; caso começou como denúncia de violência doméstica
Ocorrência mobilizou a Polícia Militar na madrugada desta segunda-feira (20); versão inicial foi alterada durante o atendimento
Na madrugada desta segunda-feira (20 de julho de 2026), por volta da 0h22, a Polícia Militar da 2ª Companhia de Marechal Cândido Rondon atendeu a uma ocorrência que, inicialmente, apontava para um caso de violência doméstica contra a mulher, mas que tomou contornos diferentes durante a intervenção policial.
A equipe foi acionada pela Central de Operações para atender duas chamadas registradas no mesmo endereço: uma de uma vizinha, relatando que uma mulher pedia socorro, e outra da suposta vítima, informando ter sido agredida pelo namorado.
Ao chegar ao local, os policiais ouviram gritos femininos e sons que aparentavam ser de tapas e socos. Após verbalização, uma moradora da residência — irmã do homem envolvido — abriu a porta e autorizou a entrada da equipe. No interior do imóvel, os agentes flagraram uma mulher desferindo socos e tapas contra um homem.
Versões conflitantes
As partes foram separadas e ouvidas. A mulher apresentava um corte na região do supercílio e, em um primeiro momento, afirmou ter sido agredida pelo homem. Ela alegou ainda que, na tarde de domingo (19), ele teria ido até sua residência e a agredido.
O homem, por sua vez, relatou que estava dormindo quando a mulher pulou a janela de seu quarto, o acordou e passou a agredi-lo com socos e tapas. Ele negou qualquer agressão e disse não ser o responsável pelas lesões visíveis nela.
A irmã do envolvido, proprietária da casa, confirmou que o irmão não saiu do imóvel durante a tarde e a noite de domingo. Ela também afirmou desconhecer como a mulher conseguiu entrar, já que a residência estava trancada.
Mudança de versão
Quando informadas de que seriam encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos à autoridade policial, a mulher alterou sua versão dos fatos. Ela admitiu ter ingerido grande quantidade de bebida alcoólica ao longo do domingo e confessou que o corte no supercílio ocorreu ao pular a janela do quarto — cujo vidro estava quebrado. A mulher afirmou ainda que o homem não a agrediu e declarou que não acompanharia a equipe policial, manifestando desinteresse em representar criminalmente contra ele.
Encaminhamento
Diante da situação, os policiais entraram em contato com o investigador de plantão, que, por sua vez, consultou o delegado plantonista. A orientação foi de que a vítima não pode ser obrigada a comparecer à Delegacia contra sua vontade.
Ambas as partes foram orientadas quanto aos prazos e procedimentos legais subsequentes. A ocorrência foi registrada como vias de fato contra mulher (em razão da condição do sexo feminino) e violência doméstica e familiar.
Redação: Rudi Walker
Fonte:Com informações da 2ª CIA da Polícia Militar de Marechal Cândido Rondon





















