Madrugada de terror: duas mulheres são ameaçadas de morte por companheiros em Marechal Cândido Rondon

Casos registrados pela 2ª CIA do 19º BPM envolveram faca, agressão física, cárcere privado e quebra de patrimônio; um dos agressores foi preso e o outro fugiu antes da chegada da polícia

Madrugada de terror: duas mulheres são ameaçadas de morte por companheiros em Marechal Cândido Rondon

A madrugada do dia 28 de junho de 2026 foi marcada por duas graves ocorrências de violência doméstica em Marechal Cândido Rondon, ambas atendidas por equipes da 2ª Companhia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Paraná.

Em menos de duas horas, duas mulheres foram ameaçadas de morte por seus companheiros, em situações que envolveram armas brancas, agressões físicas e danos materiais.

O primeiro caso foi registrado por volta da meia-noite e quinze minutos.

No endereço indicado, os policiais encontraram uma mulher que convive em união estável há cerca de três anos com o agressor.

Segundo o relato da vítima, o companheiro vinha demonstrando ciúme excessivo nos últimos dias.

Naquela noite, ao ser comunicado de que ela desejava pôr fim ao relacionamento, o homem, que já havia ingerido bebida alcoólica, reagiu com extrema violência.

Ele pegou uma faca grande de cozinha e passou a ameaçá-la de morte. Além das ameaças, desferiu um tapa no rosto dela, empurrou-a contra o sofá e a segurou pelo pescoço. Em um detalhe que revela a gravidade da situação, a vítima estava com a filha do casal no colo durante as agressões.

Para se defender, a mulher arranhou o rosto do autor com as unhas e conseguiu se desvencilhar, fugindo da residência e pedindo socorro ao entregador que passava pelo local. Outra viatura prestou apoio e conduziu o agressor, a vítima e a faca utilizada nas ameaças até a 47ª Delegacia Regional de Polícia, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.

O segundo episódio aconteceu aproximadamente duas horas depois, às duas horas e vinte minutos da manhã. Outra equipe da 2ª CIA foi acionada para atender uma nova denúncia de violência doméstica.

Desta vez, a vítima relatou que estava em um estabelecimento comercial na companhia de seu amásio quando teve início uma discussão.

O motivo do desentendimento foi o fato de ela não aceitar que ele fizesse uso de entorpecentes, especificamente cocaína.

A briga se estendeu para a frente do estabelecimento, ocasião em que o homem a xingou com palavras ofensivas. Em seguida, abandonou a companheira a pé no local e foi embora dirigindo um veículo.

O homem seguiu então para a residência onde o casal mora junto, quebrou uma janela do imóvel e retirou de dentro da casa uma motocicleta. Para intimidar a mulher, ele disse que, se ela fosse buscar a filha do casal, iria apanhar.

Também afirmou que portava um canivete e que a mataria. O autor fugiu do endereço antes que a equipe policial chegasse. Diante da impossibilidade de efetuar a prisão em flagrante, foi confeccionado o boletim de ocorrência para que as medidas judiciais possam ser tomadas.

Os dois casos, embora distintos, apresentam semelhanças alarmantes: a presença de armas brancas, o uso de bebida alcoólica ou drogas, a presença de crianças no contexto das agressões e, sobretudo, a naturalização da violência como forma de reagir ao fim do relacionamento ou a uma discussão.

As equipes da 2ª CIA do 19º BPM atuaram rapidamente em ambas as situações, sendo que no primeiro caso a prisão foi efetivada e no segundo, o registro formal permitirá que a Justiça determine as providências necessárias.

A polícia militar reforça que denúncias de violência doméstica podem ser feitas anonimamente pelo telefone 190 e que a colaboração da comunidade, como a do entregador que acionou a polícia no primeiro caso, é fundamental para interromper ciclos de agressão e salvar vidas.

Redação: Rudi Walker

Fonte: 2ª CIA do 19º BPM - Marechal Cândido Rondon

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