Hexa adiado: Brasil cai diante da Noruega nas oitavas e acumula maior jejum de títulos da história
Com dois gols de Haaland e pênalti perdido por Bruno Guimarães, seleção brasileira dá adeus à Copa de 2026 no MetLife Stadium
O sonho brasileiro de conquistar o hexacampeonato mundial terminou de forma melancólica na tarde deste domingo, 5 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
A seleção brasileira foi superada pela Noruega por 2 a 1 e está fora da Copa do Mundo de 2026 logo nas oitavas de final, repetindo um roteiro de frustração que os torcedores brasileiros conhecem bem.
A grande estrela norueguesa, Erling Haaland, foi o carrasco da tarde. O atacante do Manchester City abriu o placar ao levar vantagem no jogo aéreo em disputa individual com o zagueiro Gabriel Magalhães.
Na etapa complementar, Haaland ampliou com um chute de fora da área que encontrou o canto do goleiro Alisson, sem chances de defesa.
O Brasil até conseguiu diminuir, mas o gol solitário não foi suficiente para mudar o destino da eliminação. A seleção pagou caro pelos próprios erros ao longo dos 90 minutos.
O lance que mais resume a tarde brasileira aconteceu ainda no primeiro tempo. Bruno Guimarães teve a oportunidade de abrir o placar em cobrança de pênalti, mas desperdiçou a chance.
Foi a primeira penalidade máxima perdida pela seleção brasileira durante o tempo normal de uma partida de Copa do Mundo desde 1986, quando Zico também falhou diante da França, nas quartas de final daquele Mundial realizado no México.
Como se a cobrança desperdiçada não bastasse, Endrick teve uma oportunidade claríssima já no segundo tempo. O jovem atacante recebeu passe de Vinicius Junior na cara do gol, mas finalizou para fora. Foram falhas individuais que, somadas, selaram o destino verde-amarelo.
Com a queda precoce, a seleção repete sua pior performance em Copas desde 1990, quando também foi eliminada nas oitavas de final, na ocasião diante da Argentina.
O Brasil viu o tabu contra os noruegueses se ampliar: agora são cinco confrontos na história sem nenhuma vitória brasileira.
O jejum de títulos mundiais, que já soma 24 anos desde o pentacampeonato de 2002, agora saltará para pelo menos 28 anos, já que a próxima edição da Copa será apenas em 2030. Trata-se da maior seca de títulos do Brasil desde que a seleção se tornou campeã mundial pela primeira vez, em 1958.
O intervalo anterior mais longo havia sido justamente entre o tricampeonato de 1970 e o tetracampeonato de 1994.
Outro fantasma que segue assombrando os brasileiros é o desempenho contra seleções europeias em confrontos eliminatórios.
A diferença é que, nas duas edições anteriores, a queda aconteceu nas quartas de final: para a Bélgica em 2018 e para a Croácia em 2022. Desta vez, a eliminação veio ainda mais cedo.
Neymar, que entrou no segundo tempo no lugar de Gabriel Martinelli, pouco conseguiu fazer para mudar a história do jogo.
A seleção comandada por Carlo Ancelotti, que tinha campanha invicta até então e fazia boa Copa, sucumbiu diante de uma Noruega extremamente organizada e que soube aproveitar as falhas brasileiras.
Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Martinelli (Danilo Santos) e Matheus Cunha (Endrick); Vini Jr. e Rayan (Neymar). Técnico: Carlo Ancelotti.
Noruega: Nyland, Ryerson, Ajer, Moller Wolfe e Heggen; Berg, Berge e Odegaard; Sorloth (Oscar Bobb), Nusa (Schejderup) e Haaland. Técnico: Stale Solbakken…
Redação: Rudi Walker
Fonte:FIFA e UOL






















