Operação Panóptico prende seis e cumpre 559 mandados contra facção com atuação nacional
Ação integrada do MPPR e forças de segurança ocorreu em 34 municípios do Paraná e também em SP, SC e MS; houve apreensão de drogas, armas, dinheiro e identificação de imóvel usado para manipulação de entorpecentes
As forças de segurança do Paraná, em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), prenderam seis pessoas durante a Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), deflagrada na manhã desta segunda-feira (15).
A ação cumpriu 559 mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa com atuação em diferentes estados, sendo 304 ordens de prisão e 255 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
No Paraná, as diligências ocorreram de forma simultânea em 34 municípios, incluindo Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Paranavaí, Umuarama e Ponta Grossa.
O objetivo, segundo os órgãos envolvidos, é atingir a estrutura da facção, responsabilizar investigados, interromper atividades ilegais e ampliar a coleta de provas relacionadas a outros crimes atribuídos ao grupo.
Do total de mandados de prisão, 176 foram cumpridos dentro de unidades prisionais, com índice de execução de 100%. Outros 97 mandados foram cumpridos contra investigados que estavam em liberdade, o que corresponde a aproximadamente 75% das 128 ordens expedidas para esse grupo.
Já os 255 mandados de busca e apreensão também foram executados, incluindo 92 em estabelecimentos penais, igualmente com 100% de cumprimento.
A operação mobilizou cerca de mil policiais e 240 viaturas em várias regiões do Estado. Durante as diligências, foram apreendidos aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha, além de oito armas de fogo — quatro pistolas, uma espingarda e três revólveres. Também foram recolhidos cerca de R$ 12 mil em dinheiro.
Em Curitiba, as equipes localizaram um imóvel usado para preparação e manipulação de drogas, com prensa e materiais associados ao processamento de entorpecentes. No local, foi encontrado ainda um dispositivo apontado como capaz de bloquear sinais de tornozeleiras eletrônicas.
Ao longo da ação, foram lavrados quatro autos de prisão em flagrante por tráfico de drogas e dois por obstrução à Justiça, após a destruição de aparelhos celulares.
O secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo de Tarso Sanson, afirmou que o combate ao crime organizado depende de atuação contínua e integrada. Segundo ele, a operação reforça a importância do trabalho conjunto entre forças de segurança, órgãos de inteligência e o sistema de Justiça para ações mais qualificadas contra a criminalidade.
As investigações que resultaram na operação foram conduzidas pelos dez núcleos do Gaeco no Paraná, com atuação integrada da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica. As apurações, iniciadas no fim de 2025, identificaram ramificações do grupo em diferentes estados e influência dentro do sistema prisional.
O procurador-geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, destacou que a integração entre instituições permitiu cruzamento de informações e a definição de alvos considerados estratégicos, resultando em uma operação de grande porte.
O nome Panóptico, segundo a explicação apresentada, remete à ideia de vigilância ampla e contínua, associada ao trabalho de inteligência que embasou as apurações.
A Operação Panóptico está alinhada às diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que integra o Ministério Público brasileiro e articula a atuação dos Gaecos em nível nacional, em cooperação com forças policiais e órgãos de inteligência e fiscalização.
Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR) e Secretaria da Segurança Pública do Paraná
Rudi Walker






















